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quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Pobre NICK!

Olhando rapidamente você pode acabar se confundindo...

Beleza, e charme, roupas escuras, elegante e pose de conquistador...
Sem mencionar a cara de boêmio que no mínimo se expressa solitário, macabro em mundos criados em riffs e composições regadas de álcool.

Entre tantos “Nicks” geniais, demorei muito para citar aqui no blog este fantástico compositor e cantor. Isso para quem admira um “dark cabaret” e gosta de melancolia. Pois de fato nem todas as musicas são feitas para você compartilhar com o amor da sua vida, ao menos que tenha levado um pé na bunda.

Nick Drake (Nicholas Rodney Drake) era considerado charmoso e elegante; fazia sucesso entre as mulheres.Porém, era muito calado e introspectivo, não tinha muitos amigos e ninguém sabia nunca o que realmente se passava em sua cabeça.

Infelizmente Nick não fez grande sucesso, na verdade a vendas dos seus discos o fez muito mais depressivo. A ponto de pirar, e realmente ter que tomar
tryptizol, seu remédio de cabeceira, que o aliviou da vida e de seus medos apos um suicídio na noite de 24 de novembro 1974 ao som de Bach.

“Eu não sinto nenhuma emoção sobre nada.Eu não quero rir nem chorar.Estou dormente; morto por dentro.”


Quem nunca se sentiu assim que atire a primeira pedra, pois estou indo pesquisar sobre Tryptizol...
Ouvindo Nick Drake...Claro!

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

1 Mês

Quero agradecer aos leitores do PUYM pela paciência e aos colaboradores pelo esforço. Vou deixar um belo resumo do que foi o primeiro mês do PUYM!

Visualizações (Contadas a partir de 06/08): 508
Média de Visualizações por Dia: 19,5
Pico de Visualizações num Dia: 44 (14/08)
Postagens: 41 (incluindo esta)
Média de Postagens por Dia: 1,3
Contos: 13
Crônicas: 12
Poesias: 10
Editoriais: 6
Colaboradores Ativos: 5

Novamente obrigado a todos!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Mais Malfadas Para o mundo doente....


Mafalda 1964 - 1973 ( por Quino)

Definitivamente um cartoon para todas a idades, cheio de criticas, e senso de humor, um tanto que negro.

Resolvi tirá-la do baú, para não ser esquecermos as tantas vezes que fomos Mafalda (ou outros personagens do cartunista Quino) , com seu jeito idealista, buscando o melhor para o mundo refletindo sobre o amanhã, sobre o hoje, sobre o ontem.

Procura sempre entender o que é filosofia, para que serve a política. Garota curiosa, nada atraente fisicamente, que sofre em ver o mundo doente.

Que tem amigos como:
(entre as decrições frases dos personagens)

Manolito: garoto interesseiro, preocupado apenas com o dinheiro, e negócios.
(conversa entre Mafalda e Filipe)

"É ingenuidade pretender que as pessoas apreciem mais a cultura do que o dinheiro?"

"Não seria maravilhoso o mundo se as bibliotecas fossem mais importantes do que os bancos?"

Daí chega o Manolito e diz: "NÃO, SEU COMUNISTA!!"

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Filipe: Um sonhador que odeia a escola, mas que freqüentemente trava intensas batalhas com sua consciência e seu senso nato da responsabilidade. Foi inspirado pelo jornalista Jorge Timossi amigo de Quino.

"A preguiça é a mãe de todos os vícios, mas uma mãe é uma mãe e é preciso respeitá-la"


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Miguel "Miguelito" Pitti: Amigo de Mafalda, um pouco mais jovem do que os outros. Filho único, com um personalidade única, mas com um coração enorme.
"mas por que temos que gastar a vida que ganhamos trabalhando para ganhar a vida??
Mafalda passeia pela calçada, quando vê Miguelito sentado.

- O que faz aí sentado, Miguelito?

- Estou esperando algo da vida.

- Não entendo, Miguelito. O que quer dizer isso de ficar aí sentado esperando algo da vida?

- Isso mesmo: que vou ficar aqui sentado, esperando que a vida me dê algo.

Mafalda fica olhando pro Miguelito e sai andando.

- E não será que o mundo está cheio de Miguelitos e por isso está como está?

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Liberdade: Uma minúscula menina. Todos fazem o comentário óbvio sobre seu tamanho. Gosta das coisas simples da vida.

- pai da mafalda: vc gosta de plantas liberdade (olhando para o vaso na sala)

- liberdade: - em vaso nao. gosto das plantas na terra mesmo.

- claro. mas isso é impossivel. eu moro em apartamento.

- o senhor me perguntou se eu gosto de plantas. não se eu gosto da vida que leva.

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Guille "Gui":O irmão caçula da Mafalda, esperto para sua idade, é retratado como uma criança que começa a perceber o mundo.

ele está olhando pela janela quando o pai chega:

Guile:- E o sol?

Pai:- Hoje está nublado, Guile, não tem sol.

Aí ele vai até o pai, puxa a barra da calça dele:

Guile:- Papai, vai buscá, vai?

Pai(pegando ele no colo):- Ora, filhinho, é impossível! Como eu vou trazer o sol?

Guile(olhando com a cara de desolado):

- Ah, você não pode?

Pai:- Não

Guile (com tristeza, e empurrando a cara do pai):

- Me põe no chão, moço po favô?
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Susanita: Uma menina fútil. Seu único objetivo na vida é encontrar um marido rico e de boa aparência quando crescer e ter uma quantidade de filhos acima da média. É uma grande fofoqueira, e sempre encontra um jeito de falar sobre o vizinho do irmão da cunhada de alguém.

Mafalda: Fico arrasada quando vejo gente pobre.

Susanita: Eu também.

Mafalda: Deveríamos dar teto, proteção e bem estar aos pobres.

Susanita: Tanto???? Por que???? Basta esconder eles !!!!

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Seja qual for o personagem que você se identifica, lembre-se que é sempre bom ser criança, e ter a esperança de mudar alguma coisa... mesmo que seja o seu modo de pensar!

A Mafalda passa por um jardim e diz:
- Graças a Deus chegou a primavera!

Depois ela ouve um idoso dizendo:
- Graças a Deus cheguei à primavera.

Então ela pensa: "E eu aqui dizendo trivialidades"




terça-feira, 28 de agosto de 2007

Free to decide






Um Aaaaaaaaaah bem gigante de desespero!!!

Hoje vai ter show da Dolores O’Riordan (ex-vocalista do Cranberries) lançando o seu primeiro disco solo “Are you Listening?”

Show imperdível para quem tiver disposição e dinheiro, mas para quem é fã isso é o de menos!

Alguém topa fazer rateio comigo?

Mas não, acho que não vou ouvir pessoalmente, resta para mim e para o restante do publico sem money baixar as musicas na Internet.






Então para todos não se sentirem lesados como Eu... E ainda não sabem, (mas um grito, porém de alegria) no Tim Festival, além de Arctic Monkeys, The Killers, Juliette & The Licks, Antony And The Johnsons, Girl Talk, Spank Rock, e Björk teremos a presença de Feist.

Então reservem, economizem o Maximo que puderem, pois este Tim festival vai ser imperdível, e não vai valer a pena ficar sóbrio com tanta agitação assim...

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

BORING?


Grandes sucessos nas décadas de 50 e 60 e imortalizados por Fred Asteire e Gene Kelly, os filmes musicais perderam bastante espaço no mercado mundial nos dias de hoje. Talvez o grande motivo para o abandono desse estilo de filme pelo público seja a falta de naturalidade nas cenas, por exemplo, para a grande maioria não é nada normal uma pessoa cabisbaixa começar a cantar e dançar suas tristezas com coadjuvantes bailarinos dançando a sua volta.

A fuga da realidade e o apelo ao fantasioso existente nos musicais são pontos bastante criticados por muitos cinéfilos que alegam que esses apelos desviam o público absurdamente para fora da realidade, tornando-o alienado e desviando-o dos problemas que realmente teriam importância na sua vida. Mas, será que se deve entender os musicais somente por esse lado maléfico e alienante? Ou seria melhor procurar fazer como o sociólogo E.Morin em seus estudos sobre o cinema e a televisão e participar desse espetáculo para podermos entender qual é o impacto que esse gênero realmente tem na sociedade.

No final do filme A rosa Púrpura do Cairo de Woody Allen a garçonete Cecília acaba abandonada, triste e sem saber o que fazer, tem como última atitude antes que os créditos subam a ida ao cinema para assistir Fred Astaire e Ginger Rogers que dançam ao som de “Cheek to Cheek” de Irving Berlin e aos poucos volta a sorrir, fugindo mais uma vez dos seus problemas da vida real, procurando a saída no estilo de filme musical, saída que muitos procuram e procuraram durante vários anos. Não seria certo atacar essa forma de cinema pelo seu apelo ao fantasioso sem que não entendamos quais funções elas exercem na vida das pessoas.

A grande maioria do público dos musicais os procura já sabendo que são eles irreais, fantasiosos, e que, excluindo-se algumas exceções, não incluirão muitos debates filosófico-existenciais que possam ser usados de maneira prática em suas vidas, mas sim a procura do auge final, o ápice musical e a cena final onde as gruas costumam elevar a câmera para o enquadramento final, esses filmes são procurados porque neles o ruim não acontece.

O melhor exemplo de musical que não se enquadra no padrão hollywoodiano imposto é Dancer In The Dark de Lars Von Trier. Considerado o um dos maiores manipuladores de emoções, Lars Von Trier conseguiu no filme estrelado pela cantora Björk tornar um musical em um dos mais tristes filmes já produzidos. Ao contrário dos musicais padrões, Dancer In The Dark não tem hordas de bailarinos bem treinados, coreografias ensaiadas e nem finais glamourosos dignos de Hollywood, mas sim poucos recursos cinematográficos, pouquíssima maquiagem e musicais pouco trabalhados. Ao contrário do que parece isso não deixa o filme nada pobre, pelo contrário, essa é a intenção do diretor e o charme do filme.

Gravado totalmente com câmeras digitais, aproximadamente 100, as relações humanas tratadas no filme ficam muito mais próximas da realidade, aliás, a geração pós-moderna assiste a si mesma reproduzida em megapixels em suas telas de LCD. As cenas desfocadas, as cores frias e o balançar da câmera fazem com que o expectador tenha a impressão de estar presenciando um noticiário sensacionalista, ou até mesmo um reality show daqueles de domingo a noite. Lars também ao se apossar totalmente do uso das câmeras digitais cria um diálogo tanto com as grandes empresas cinematográficas quanto com os expectadores sobre o quão possível é criar um bom filme se apoderando dos meios tecnológicos existentes sem que sejam necessários bilhões de dólares em investimento para que um filme de qualidade seja produzido.

Outra magnífica realização de Lars Von Trier durante Dancer In The Dark são os momentos onde realmente ocorrem os musicais, esses são os únicos momentos onde os tons frios são abandonados e engolidos pelos tons quentes, fazendo com que os expectadores lembrem que aquilo não é a vida real, a vida real de Selma (Björk) é muito mais fria que aquilo, e que todas aquelas canções e danças estão apenas dentro da imaginação da protagonista, ao contrário do que se vê nos clássicos musicais onde quando há canções tudo é real e acontece mesmo. Essa técnica relembra sempre aos olhos do observador, que apesar de ser um filme e que tudo nele possa acontecer, nem tudo é realidade, fazendo assim com que o expectador possa dialogar interiormente sobre o que seria melhor assistir, a realidade difícil, feia e crua, mesmo que ela seja a verdadeira, ou uma história totalmente fantasiosa e bela, convidativa e até mesmo anestesiante, embora nada daquilo possa ser levado a sério.

Por fim vale lembrar a questão da cegueira bem tratada no filme, mas não simplesmente como uma mazela que afeta os olhos de algumas pessoas, mas como uma sina que pode perdurar por gerações se nenhum sacrifício for feito. Será que a geração dos reality shows não está cega ou ficando cega para a realidade e o pior de tudo, sem se importar com a futura geração que herdará nossa cegueira se nada for feito? Cegueira essa cultural, política, entorpecente das mentes da pós-modernidade que não mais se preocupam com os problemas reais e sim com o que farão para prazer próprio de suas vidas repetitivas de operários do sistema consumista.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

ME PASSA O I-DOSER ...





Imagem :[melhor] Cena do Filme Pulp ficton


I-DOSER


Quem já ouviu falar da nova droga virtual que rola no mundo?

É isso ai se chama I-doser. E promete ser a droga do futuro

I-Doser é um programa de computador que emite "doses" de ondas sonoras, para interferir nas ondas cerebrais do usuário.

As doses procuram causar efeitos físicos e mentais similares às drogas recreativas, tais como heroina, maconha, peiote, valium, cocaína e até o café. Também existem doses complexas, que foram criadas por especialistas para causar efeitos como: Felicidade, Sono, Tristeza, Alucinações, algumas até simulando as sensações do primeiro amor e o estado mental Alpha.

Eu não tive coragem de testar, vai que essa droga funciona mesmo!?!
MAIS se vc quiser tentar aqui estão os links do I-doser

Programa com TODAS as Doses - http://rapidshare.com/files/32447011/pacotaoi-doser.rar.html

Blog com ajuda e Arquivos que faltam - www.idoser.blogspot.com

New Drug... entre tantas outras...

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas...


Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Álvaro de Campos (FP) - Excerto de "Tabacaria"

Penso sempre se vale de alguma coisa tentarmos mudar o mundo, sendo que desde sempre o mundo nos mudou. Somos moldados à sua imagem e semelhança e perfeitamente adaptados às suas diversas condições climáticas, topográficas e etc.

Penso também que não só é possível mudar o mundo como também somos capazes de nos adaptar às mudanças que causamos no mundo (e os ambientalistas que nos alertam dos efeitos do aquecimento global que me perdoem aqui).
Creio que existem no mundo pessoas que gerenciam e operam o mundo e pessoas que mudam ele (teoria de Raskolnikov) e que é possível aos que possuem consciência suficiente transitar entre esses dois grupos.
Resolvi abrir um espaço para que as pessoas que talvez possam mudar o mundo (ou pelo menos possa mudar a nossa visão de mundo) , se expressar.
Textos, poesias, músicas, fotos e o que mais estiver pulando na sua janelinha nesse mundo serão bem aceitos.
Se não conseguirmos mudar o mundo, quem sabe ao menos nos chamarão de "movimento cultural".
Sejam bem vindos todos, leitores e colaboradores!
Namastê!